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pela ROUTE 109


Nas bermas das estradas existem vidros, muitos vidros, na sua maioria brancos, mas também há coloridos, provenientes dos piscas e dos faróis da rectaguarda dos automóveis e de garrafas de cerveja. Uma lagartixa de vez em quando, formigas, às vezes muitas formigas, às vezes um ratito a passar, caracóis, cadáveres de gatos, de ratos e de cães e também preservativos. Maços de Marlboro amachucados e também de SG Gigante e de Ventil. Latas de Coca-Cola e de Sprite e recipientes de Água Vitalis. Muitas pedras e pedrinhas, buracos e tampas de saneamento e por vezes o buraco sem tampa. Borrachas, calços de travões e bocados de pneus de automóveis e de camiões. Parafusos, porcas e desperdícios de ferro.

Foi através deste ambiente que me movimentei durante 9 horas e 24 minutos. Foi o tempo que demorei a pedalar, para cumprir os 148 kms que separam a minha casa no Porto, da Residencial Aliança, na Figueira da Foz.